Existe seguramente um fundo de
verdade no adágio "Se quiseres que uma coisa seja feita, põe uma mulher
a fazê-la". Para levar um projecto a bom termo, as mulheres são capazes
de dar tudo por tudo, sem parar, até ele ficar pronto. Ora, trabalhar
sem pausas não só prejudica a saúde, como impede, de facto, um
desempenho óptimo. Os especialistas de produtividade sugerem que se faça
um intervalo de 90 em 90 minutos, a fim de manter os níveis máximos de
concentração e de rigor.
Trabalhar
sem intervalos também contribui para deixar transparecer uma imagem de
atrapalhação e de ineficiência. Um quadro executivo contou-me o caso da
vice-presidente de uma empresa que o deixava “pouco à vontade” por lhe
parecer sempre cheia de trabalho, uma “moura de trabalho” (expressão
raramente utilizada para descrever um homem).
Trabalhar durante a hora do almoço ou nunca sair do lugar, nem que seja
para apanhar um pouco de ar, são sacrifícios inúteis. Se der a impressão
de estar sempre atolada em trabalho, ninguém se vai lembrar de a
incumbir de uma missão que, a prazo, poderia oferecer-lhe o
reconhecimento dos outros.





