Não se compare aos outros | Jen Sincero

Já lhe aconteceu fazer algo de que se orgulha muito e sentir‑se nos píncaros, até ver que outra pessoa fez algo semelhante que, aos seus olhos, é melhor, e de repente sentir‑se triste?


A comparação é a maneira mais rápida de sugar a alegria da vida.

O que as outras pessoas fazem não é da nossa conta. Tudo o que interessa é que estamos divertidas e contentes com o que estamos a criar. A nossa singularidade é precisamente o que nos torna fantásticas – decidir que a singularidade de outra pessoa é melhor do que a nossa não é propriamente uma coisa muito simpática.
Imagine como seria o mundo se os maiores heróis sucumbissem aos perigos da comparação. E se Marilyn Monroe se comparasse com Kate Moss e decidisse que tinha de perder as curvas? Ou se os tipos dos Led Zeppelin se comparassem com Mozart? Meu, aquele tipo era demais. Muito melhor do que nós alguma vez conseguiremos ser, e nem sequer tinha baterista. Se calhar devíamos livrar‑nos da bateria e acrescentar umas harpas.
Cada um de nós é mais do que suficiente. Fuja das comparações como se fossem a peste negra.

Faça um quadro de aspirações | Jen Sincero

A nossa mente pensa em imagens. Se alguém diz um cavalo com batom vermelho, criamos instantaneamente uma imagem mental de um cavalo com batom vermelho. Alimentar a mente com imagens das coisas e experiências que queremos manifestar – a casa de sonho com a piscina infinita no México, estar deitada na areia da praia com o seu amante maravilhoso, fazer voluntariado e ajudar crianças a aprender a ler na biblioteca local, rir até às lágrimas com os amigos – é extremamente poderoso, porque a mente envia essa imagem para a Energia Mãe que começa o processo de a concretizar. 



Recorte imagens de sítios, pessoas, coisas e experiências que deseja na vida, cole‑as num quadro e pendure ‑o num sítio onde o consiga ver o dia inteiro. Já vi pessoas terem resultados extraordinários com isto. Manifestaram, até ao mais ínfimo pormenor, exatamente a casa, ou a peça de mobiliário, ou o emprego que colocaram no quadro. É impressionante. E muito fácil. É como um dia de artesanato com Deus. Experimente.

Melhore o seu ambiente | Jen Sincero

Se aspira a ter um estilo de vida mais desafogado e inspirador do que tem atualmente, e se está a visualizar ativamente esta realidade, não será fácil manter os pensamentos elevados e concentrados se cada vez que chega ao seu apartamento acanhado fica deprimida. 

Assim, embora esteja a pensar e a imaginar a mudança antes de ela acontecer, faça o que puder para criar alguns melhoramentos ao sítio onde está agora. Pinte as paredes e arrume a casa. Arranje mobílias novas ou restaure as que tem. Deite fora a tralha, deixe entrar o ar, ponha obras de arte inspiradoras nas paredes. Além de manter a sua frequência elevada, isto dirá ao Universo que não está a brincar, que está a fazer o que pode e à espera de mais instruções quanto ao como.

Pratique a meditação, mesmo que não seja hippie | Dra. Christine Carter

Seja o que for que estiver a fazer, pergunte a si próprio: “Qual é o meu estado de espírito?”
DALAI LAMA

A vida tornou-se muito desgastante para muitas crianças e para os seus pais superocupados. Esse aumento de stress pode resultar em raiva e ansiedade. Afecta igualmente o rendimento escolar dos estudantes porque lhes perturba o raciocínio e interfere com a sua aprendizagem. Visto que o stress emocional pode prejudicar a nossa capacidade de aprender e de recordar, é sobretudo importante para os pais que descubram uma forma de diminuir o stress na vida dos filhos e os ensinem a lidar melhor com ele.


Neurocientistas do Wisconsin e psicólogos da Carolina do Norte estão a pesquisar provas científicas para encontrar uma maneira inacreditavelmente simples (e barata!) de lutar contra o stress do quotidiano. As crianças, enquanto brincam, compreendem, por experiência própria, algo que os budistas já compreenderam há muito tempo: o “poder do agora”, de viver o momento presente. Igualmente designado de meditação, esse estado, que consiste em estar atento e ter consciência do que acontece no presente, comporta importantes benefícios para o nosso bem-estar, incluindo a nossa capacidade de lidar com o stress.
As pessoas contemplativas tendem a ser mais autoconfiantes, extrovertidas e agradecidas. São menos stressadas, neuróticas, ansiosas e deprimidas, talvez porque, geralmente, vivem menos experiências negativas e emoções desagradáveis. A meditação também se associa a
> Emoções mais intensas, agradáveis e positivas
> Maior autoconhecimento, que constitui uma componente-chave do autocontrolo
> Maior empatia e sintonia com os outros
As crianças que aprendem a estar “totalmente presentes” – que aprendem a praticar a meditação – denotam tendência para um melhor rendimento escolar porque se concentram e lidam mais facilmente com situações de stress. Um estudo demonstrou que as crianças que praticaram respiração consciente (ver Para Pôr em Prática: Ensine Os Seus Filhos a Meditar, p. 195) nas aulas tinham maior capacidade de descontracção e tomavam decisões mais acertadas sempre que confrontadas com conflitos. Estavam mais atentas e, quando se distraíam, tinham maior capacidade de voltar à tarefa que estavam a executar. Também se mostravam menos ansiosas antes de fazerem testes.
A meditação cultiva o equilíbrio emocional. Sempre que as nossas emoções não estão activas – como quando lidamos com o stress fechando-nos –, a vida parece necessitar de significado. Isso pode fazer com que nos sintamos entorpecidos e deprimidos. Porém, quando as nossas emoções estão superactivas, tornando-se https://www.leyaonline.com/pt/livros/desenvolvimento-pessoal/educar-para-a-felicidade/excessivas e dramáticas (isso acontece-me e às minhas filhas quando estamos muito cansadas), a vida parece caótica e sufocante. Praticar a meditação ajuda-nos a encontrar aquele fugaz equilíbrio entre o caos e o tédio, entre o drama e a sua asfixia.
Talvez um dos maiores benefícios da meditação – sobretudo para as crianças que podem errar, levadas pela impulsividade – seja o de ajudar a adquirir a capacidade de pensar antes de agir. Essa simples pausa pode ajudar-nos a ponderar opções que podíamos não ter considerado se agíssemos mais impulsivamente. Permite-nos ser flexíveis, criativos e dar rendimento.

Delegar ou morrer | Jen Sincero

Uma das melhores maneiras de aliviar a carga de trabalho é deixar de ser obcecada com o controlo e contratar alguém para a ajudar. Ou delegar nas pessoas à sua volta (ver abaixo).
Se tentar fazer absolutamente tudo sozinha, nunca conseguirá fazer crescer o seu negócio, ser promovida ou ser uma boa mãe, e ficará com cabelos brancos muito nova.





Perceba quais as tarefas que odeia fazer e nas quais sempre foi péssima, ou que simplesmente não tem tempo para fazer, e arranje outra pessoa para as fazer. Compreendo que se calhar nunca fez isto por‑ que não tem dinheiro para pagar a alguém, ou porque acha que ninguém o fará tão bem, ou porque é obcecada com o controlo, mas, tal como muitas outras desculpas, a resposta geralmente está à vista, nós é que não a conseguimos ver. Se tivesse mesmo de arranjar ajuda, se fosse uma questão de vida ou morte, o que faria? Podia contratar um estagiário na universidade local. Podia pedir ajuda a um amigo ou familiar. Podia contratar alguém só por meia hora por semana e ir aumentando esse tempo conforme pudesse. Podia vender qualquer coisa para arranjar dinheiro para pagar a alguém. Ou pedir dinheiro emprestado. Ou obrigar‑se a fazê‑lo. Podia passar a questão aos recursos humanos e deixar o problema nas mãos deles. Podia pedir ao seu marido para arrumar a loiça e ao seu filho adolescente para despejar o lixo e, assim, arranjar mais algum tempo. Estamos rodeadas de ajuda. Por vezes, para a receber, só temos de olhar de forma diferente, ou de não desistir facilmente.
Decidir que não pode ter instantaneamente algo que deseja ou de que precisa, impede‑a de o manifestar e afasta‑o da parte de si que o fez desejá‑lo. Assim que pensa “Não consigo”, o Universo diz “Muito bem, então não precisa de ajuda, até à próxima”. Mesmo que não faça ideia de como o vai conseguir, mantenha ‑se aberta à possibilidade de lhe surgir o apoio necessário e talvez fique surpreendida com aquilo que consegue criar e com a ajuda que pode obter. Decida que tem de o conseguir, acredite que está disponível, faça tudo o que puder para arranjar uma forma de o fazer acontecer e acredite que lhe será revelado como vai acontecer.

Dividir para conquistar | Jen Sincero

Não há nada mais desanimador do que olhar para uma tarefa gigantesca sem saber como é que vamos conseguir acabá‑la. Portanto, não tente comer o elefante todo de uma vez, divida‑o em pedacinhos que caibam no prato. Por exemplo, em vez de andar pela casa toda, de divisão caótica em divisão caótica, sem saber como conseguirá limpar tudo (e a tentar perceber como vai justificar não o fazer, em vez de tentar perceber como o fazer), divida e concentre‑se numa divisão de cada vez. O nosso cérebro só consegue lidar com determinada quantidade de informação de uma só vez sem explodir, portanto, ao olhar para cada tarefa separadamente, a tarefa maior torna‑se subitamente mais praticável.



O cérebro adora divisão.

Este sistema de divisão também resulta muito bem com o tempo. Por exemplo, se está a trabalhar na conceção de um novo website, em vez de reservar um dia inteiro para trabalhar, decida que vai trabalhar em períodos de uma hora. Durante esse tempo, não pode levantar‑se para ir à casa de banho, nem para ir buscar qualquer coisa para comer, nem para ver as mensagens, nem para ir à Internet, etc. Assim que os sessenta minutos acabarem, pode fazer um intervalo para o que quiser, até começar o próximo período de sessenta minutos. Toda a gente consegue fazer uma coisa durante sessenta minutos. O cérebro entra em sobreaquecimento é quando tentamos fazer tudo num bloco de tempo gigante.

Arranje ajuda | Jen Sincero

Se está completamente confusa e desorganizada e não sabe por onde começar nem o que fazer a seguir, procure uma perspetiva exterior. Muitas vezes, estamos tão envolvidas nas nossas vidas que não conseguimos ver algo que é evidente para outra pessoa. Já lhe aconteceu perder uma data de tempo à procura dos óculos que tem na cabeça? É mais ou menos a mesma coisa. Pode passar horas, dias ou meses (ou para sempre) a tentar perceber como vai redesenhar o website ou a planear um regime de exercício ou a pensar em como organizar o escritório, quando outra pessoa, que não esteja tão enterrada viva como você, encontraria facilmente a resposta. Ponha outros olhos a estudar a situação.




E arranje alguém que sabe o que está a fazer, por favor. Não peça conselhos financeiros a uma pessoa sem um tostão, ou conselhos sobre relações a alguém que não consegue arranjar namorado, nem decida que a principal qualificação para alguém a ajudar é que o conselho seja de graça. Trabalhar com um profissional acabará por lhe poupar tempo e dinheiro a longo prazo, porque não terá de perder tempo a desfazer, ou a refazer, os resultados da primeira tentativa falhada.
Contrate um conselheiro de negócios, peça a um amigo bem‑sucedido que passe algum tempo consigo, contrate um conselheiro de organização, e, se nada disto fizer sentido na sua situação particular, continue a ler.

Construa um Hábito de Felicidade | Dra. Christine Carter

1. Decida-se por um hábito que gostaria de iniciar – ou abandonar – com os seus filhos e depois analise as mudanças que precisa de fazer para que tal se concretize. Que mau hábito gostaria de substituir por um hábito de felicidade? O que lhe parece especificamente o sucesso? As crianças acham que esse mau hábito funcionará com elas? Que vantagens encaram para o substituir por um hábito de felicidade?


2. Prepare a mudança.
> Copie uma folha de trabalho para cada membro da família a partir da página seguinte. Escreva o seu objectivo principal no cimo de cada folha.
> Opte pelo dia e a hora em que voltará a consultar a tabela para colocar novos objectivos de passos de tartaruga e anote-os na agenda. Ligue o despertador no telemóvel ou no computador, se o tiver.
> Pense nas mudanças que, como progenitor, terá de fazer para que os seus filhos obtenham êxito.

3. Escolha o primeiro passo de tartaruga. Divida o seu objectivo final num primeiro passo de tartaruga https://www.leyaonline.com/pt/livros/desenvolvimento-pessoal/educar-para-a-felicidade/e depois prossiga o jogo até esse passo se tornar ridiculamente fácil. Escreva-o na folha.

4. Baralhe as cartas do sucesso. Faça perguntas antes de o comportamento se processar. Afaste as distracções e torne públicos os seus objectivos. Pratique o método ERN de encorajar as crianças, fornecendo-lhes empatia, racionalidade e linguagem não controladora.

5. Passe à acção. Certifique-se de que todos marcam um X
nas suas folhas. Não tardará a ver sinais do seu sucesso.

Mantenha os amigos perto e os inimigos ainda mais perto | Jen Sincero

O que faz em vez de fazer aquilo que devia estar a fazer? Anda no Facebook? A responder a e‑mails? A comer, mesmo quando não tem fome? Assim que perceber quais são as suas distrações preferidas, pode construir boas defesas contra elas.





Desligue a Internet e o telefone enquanto trabalha. Se dá por si constantemente em frente do frigorífico aberto, faça da cozinha uma zona interdita até estar despachada. Criamos hábitos tão maus que, na maior parte das vezes, nem nos apercebemos do que estamos a fazer. Assim que tiver consciência de quais são os seus pontos fracos, pode começar a proteger‑se contra eles.

“Erning” e aprendizagem | Dra. Christine Carter

Eis como apoiar a autonomia dos seus filhos – a sua motivação intrínseca – quando lhes pede que façam tarefas aborrecidas (mas necessárias). Tive de fazer uma mnemónica para me lembrar dos três componentes: chamo-lhe ERNing 3, ou seja, motivar as crianças através da empatia, razão e linguagem não controlada. Dantes, motivava-as para ganharem uma recompensa: agora motivo-as para esse ERN.


Sinto-me feliz por escrever que este encorajamento testado pela ciência me sai tão facilmente da boca como “Se fores já lavar os dentes, ponho mais uma estrela no teu gráfico por seres tão rápida”.

“ERNING” E APRENDIZAGEM
1. Mostre empatia antes de terminar o seu pedido. Esse passo constituiu uma mudança de vida – bem, talvez apenas uma mudança de hábitos – para a minha família. Uma noite, queria que Fiona fosse lavar os dentes e já lhe pedira várias vezes que o fizesse. Em seguida, pensei para comigo: “Bom, expressa empatia.” Disse: “Fiona, sei que não te apetece, mas precisas de ir lavar os dentes já.” Ao ver que não obtinha resposta, percebi que não sabia porque é que ela resistia e, assim sendo, não podia mostrar compreensão. Limitei-me a perguntar: “Fiona, porque é que não queres ir lavar os dentes?” Respondeu-me que não queria ir ao andar de baixo sozinha (as luzes estavam apagadas e escurecera) e que queria que a acompanhasse.

Assuma e conte com isso | Jen Sincero

Se é o tipo de pessoa que deixa tudo para o último minuto e sabe muito bem que é assim, porquê perder tempo a enervar‑se enquanto não está a fazer o que devia? Vá à praia, beba um copo, e, quando a pressão se instalar, deite mãos ao trabalho.



Não há nada pior do que tempo perdido a fingir que trabalhamos ou enervadas enquanto estamos a tentar divertir‑nos – nem trabalhamos, nem nos divertimos. É o pior dos dois mundos. Veja de quanto tempo realmente precisa para o que tem a fazer e vá fazer outra coisa qualquer até a contagem decrescente começar.

Faça uma aposta com uma pessoa má | Jen Sincero

Uma boa forma de se obrigar a fazer as coisas é apostar que as faz, mas com alguém que virá sem dúvida exigir o pagamento. Tem de ser alguém sem misericórdia – uma pessoa que não lhe dê qualquer desconto e não compreenda que “fez o melhor que podia”. O que se pretende é aquele tipo de pessoa que a fará sentir‑se humilhada antes mesmo de as desculpas lhe começarem a sair da boca, ou que lhe aparecerá à porta com um saco de serapilheira, uma pedra e uma venda se tentar escapar‑ se ao pagamento da dívida. E certifique‑se de que aposta algo penoso de perder, mas não demasiado irreal. Por exemplo, pode apostar mil euros em como terá o primeiro capítulo do livro escrito em determinada data. Aposte uma quantia que não lhe dá mesmo jeito perder, mas que conseguirá pagar com algum esforço.



Depois passe o cheque à outra pessoa, incluindo a data de pagamento, e ponha‑o em cima da secretária para se lembrar do que a espera se não despachar o trabalho a tempo. E, caso queira mesmo elevar a fasquia, diga à outra pessoa que, se não cumprir o prazo, em vez de lhe dar o dinheiro o doará a um grupo qualquer que abomina, ou a uma causa que a deixa enojada. Pessoalmente, este tipo de horror faz maravilhas pela minha autodisciplina.

Lembre-se que acabado é melhor que perfeito | Jen Sincero

Arranque de uma vez com o website ou envie o panfleto ou faça o telefonema ou marque o concerto, mesmo que ainda não se sinta totalmente pronta. Ninguém se importa, e o mais provável é que ninguém repare se não estiver tudo cem por cento perfeito – e, francamente, nada estará alguma vez cem por cento perfeito, portanto mais vale começar já.



Não há maneira melhor de fazer as coisas do que começar – ganhar impulso é muito útil e uma coisa maravilhosa, portanto levante o rabo da cadeira e comece. AGORA!

Seja Uma Parte da Aldeia | Dra. Christine Carter

Não é preciso muito para se ser uma parte positiva da aldeia das crianças. A relação que mantém com elas é sensível e calorosa? Entusiasta e afectuosa? Reconfortante, produtiva e conciliadora? 


Aqui tem algumas das coisas simples que pode fazer para se envolver de uma forma positiva na vida das crianças:

1. Reserve tempo para falar com elas. Muitas vezes, aquilo de que as crianças mais necessitam é de um bom ouvinte.
2. Ensine-lhes como fazerem algo de que gosta.
3. Encoraje e apoie as suas actividades e interesses. Assista às suas práticas desportivas e brincadeiras, leve-as ao ringue de patinagem quando sabe que elas estão a precisar de dar uma volta, dê-lhes presentes que apoiem os seus hobbies.
4. Supervisione-as quando estão com os amigos ou ajude-as nos trabalhos de casa.
5. Vá às compras com elas. Nunca se sabe quando uma rápida conversa no carro ou na mercearia pode ter um grande impacto.
6. Participe nos cuidados básicos, como dar-lhes de comer ou banho.
7. Descubra os seus interesses comuns e envolva as crianças nessas actividades. Podem ler juntos? Jogar beisebol? Jogar às damas?
8. Disponibilize-se para falar, dar um passeio de carro ou para as ajudar ou ajudar os pais.
9. Gaste tempo a organizar planos com elas. O que desejam fazer no próximo fim-de-semana? O que estão a planear para a festa de aniversário? Em que pode ajudar para concretizar os seus planos?
10. Mostre-lhes afecto e amor. O simples facto de estar presente e dar carinho é valioso.
11. Esteja emocionalmente presente através do seu apoio e encorajamento quando há problemas.

https://www.leyaonline.com/pt/livros/desenvolvimento-pessoal/educar-para-a-felicidade/Nenhuma destas formas através das quais os outros-pais podem envolver-se de uma forma positiva depende de viverem juntos, mas todas ajudarão a construir a aldeia dos seus filhos. Quando aprofundamos as nossas relações com os outros, todos beneficiamos. É tão bom para uma tia estabelecer uma relação com uma criança como para a própria criança; os tios e os avós beneficiam tanto da necessidade que as crianças têm deles como elas beneficiam da sua ajuda. Se eu tiver de escolher uma, qual será a chave para a felicidade? Um enorme grupo de amigos, família e vizinhos afectuosos.

Desvie-se da espiral | Jen Sincero

Há também a muito popular Espiral Descendente para as Trevas, em que começamos a ficar tristes porque o cão morreu e depois apercebemo‑nos de que, além de já não termos cão, ficaremos sozinhas para sempre porque toda a gente nos abandona, incluindo o cão, e provavelmente isso não aconteceria se não tivéssemos coxas gordas ou não fossemos tão apagadas pela nossa irmã maravilhosa que é basicamente o motivo pelo qual nunca tivemos autoconfiança a vida inteira e buá, buá, buá.


Sinta‑se triste, mas não transforme a tristeza num drama gigantesco. Se lhe acontecer algo negativo, sinta‑o, aprenda com isso, ponha‑o para trás das costas e continue a concentrar‑se na vida que está empolgada por viver.

Saia da rotina | Jen Sincero

Fale com desconhecidos, vista qualquer coisa diferente, vá a um supermercado novo, prepare um jantar para alguém que quer conhecer melhor, mude de pasta de dentes, vá ao cinema às duas da tarde de quarta‑feira, aprenda três piadas novas, caminhe mais direita, repare em cinco coisas fantásticas que nunca tinha reparado na sua casa, nas suas convicções, na sua mãe, na sua cara.







Faça coisas que a arranquem à rotina e ficará espantada com as novas realidades que sempre ali estiveram e que surgem subitamente.

Definir a minha vida de sonho e adaptar o meu trabalho a ela | Joana Areias

Somos ensinados desde cedo, e nunca paramos para pensar de outra forma, a adaptar a nossa vida ao trabalho que temos. É o que a maioria de nós faz. Se o trabalho acaba às 18h, a nossa vida recomeça a partir daí. Se o trabalho é de segunda a sexta, temos de esperar pelo fim de semana para poder almoçar com um amigo ou brincar com os filhos no parque. Se tenho determinadas coisas a cumprir, tenho de arranjar alguém para tomar conta dos miúdos enquanto não chego a casa. E assim por diante.

A ideia está de tal modo enraizada na nossa cultura que nem sequer colocamos a hipótese de ser de outra maneira. A proposta que lhe faço é que pense exatamente ao contrário. Primeiro esclareça como gostaria que fosse a sua vida de sonho – e só depois é que pensará em como adaptar o seu trabalho a ela. Isto, não só é possível, como pode alterar completamente a sua perceção atual do que deve ser a sua realidade profissional.
Há uns tempos fui a uma festa de anos de uma grande amiga, numa terça-feira à noite. A casa estava cheia de gente feliz por poder celebrar o aniversário dela. A certa altura a aniversariante disse-me que apenas tinha faltado um casal de amigos, porque no dia seguinte tinham de trabalhar.

Não reaja ao mau comportamento; impeça-o | Dra. Christine Carter

Esta é outra sugestão óbvia resultante da pesquisa: um pequeno esforço pode dar frutos durante muito tempo. Num estudo, as mães que incitaram os filhos em idade pré-escolar a “ajudar” nas compras ou dando-lhes alguma coisa para fazer (além de se portarem mal no supermercado) acabaram por ter filhos, adivinhem, que se portavam melhor. Não surpreende que esperar que as crianças se portem mal e depois corrigi-las tenha resultado em miúdos que se comportavam cada vez pior. Esse princípio revela-se verdadeiro ao longo das situações e das várias idades. Mesmo como adultos, quando nos vemos em situações que nos incitam a cair em tentações que não nos beneficiam – exagerar na comida, por exemplo –, saímo-nos melhor quando participamos em algo construtivo do que esperando que o estímulo da tentação nos segrede que saltemos para o abismo. Impedir o mau comportamento nas crianças ou em nós próprios exige autodisciplina, mas, à semelhança de fortificar um músculo, também nos ajuda a construí-la.

Uma maneira menos óbvia de evitar um comportamento indesejável reside em centrar a atenção nos possíveis resultados positivos em vez de impedir o desastre. A pesquisa demonstra que os pais que tentam impedir o mau comportamento relatando possíveis consequências desastrosas (“Jack! Sai já daí! Vais cair e partir o pescoço!” ou “Se não acabares o trabalho de casa, o teste não te correrá bem!”) tendem a ter filhos que são igualmente orientados pela prevenção no seu autocontrolo. Os pais https://www.leyaonline.com/pt/livros/desenvolvimento-pessoal/educar-para-a-felicidade/que têm por hábito centrar-se em resultados positivos, como cumprir objectivos e realizar aspirações (“Jack, anda cá. Daqui podes subir mais alto!” ou “Acaba o teu trabalho de casa para te saíres bem no teste!”), tendem a ter filhos com uma força de vontade focada na promoção; regulam o seu comportamento mais para atingir os seus objectivos do que para impedir que qualquer coisa de mal aconteça. Para tal, acentue que os seus filhos podem fazer com que se dêem coisas boas em vez de estar sempre a tentar evitar que aconteçam coisas más.

Não tenho tempo | Jen Sincero

Graças ao trabalho árduo de pessoas muito inteligentes, sabemos hoje que o tempo é uma ilusão. Embora a maior parte das pessoas não faça a mínima ideia do que isso quer dizer, há outro ângulo muito mais fácil de compreender: a falta de tempo é uma ilusão. Por exemplo: Não tenho tempo para procurar um lugar de estacionamento como deve ser, por isso vou estacionar nesta zona de cargas e descargas. Oh, vejam bem, passei três horas que me fazem TANTA falta a ir buscar o carro que foi rebocado, mais duas porque me perdi no caminho para casa, e quarenta e cinco minutos a queixar‑me de tudo isto ao meu marido.

Não tenho tempo para limpar o escritório. Oh, vejam bem, passei meia hora que me faz tanta falta à procura do telemóvel, que estava sepultado debaixo de um monte de porcarias. Oh, e vejam só, o telemóvel está sem bateria, o que significa que tenho de perder ainda mais tempo, que me faz falta, à procura do carregador, que pode estar debaixo deste monte de livros, por favor, espero que esteja...
Quando temos de fazer algo, subitamente o tempo aparece. O que significa que sempre esteve lá, simplesmente optámos por nos limitar a nós próprios ao acreditar que ele não existia. Já reparou que, quando tem seis meses para fazer uma coisa demora seis meses a fazê‑la, mas se só tiver uma semana a faz numa semana? Assim que perceber que o tempo, tal como o resto da realidade, está só na sua mente, conseguirá pô‑lo a trabalhar para si em vez de ser escrava dele.

Ser compreensivos e coerentes | Dra. Christine Carter

Saber aquilo de que os nossos filhos necessitam é uma coisa; satisfazer essa necessidade é outra. Quando os nossos filhos são bebés, satisfazer as suas necessidades é geralmente bastante simples (embora cansativo). Mudamos-lhes as fraldas, damos-lhes comida, ajudamo-los a adormecer. Mas, à medida que eles vão crescendo, as suas necessidades tornam-se mais complexas. Não cometa erros: ser compreensivo não significa dar-lhes tudo o que querem. 



https://www.leyaonline.com/pt/livros/desenvolvimento-pessoal/educar-para-a-felicidade/Por vezes, quando os nossos filhos querem deitar-se mais tarde, o que precisam é de uma rotina mais regular ou uma disciplina mais firme. A responsabilidade parental inclui uma maior sociabilidade, autodisciplina, comportamentos positivos em relação aos outros e auto-estima. A coerência também é importante: o guru do afecto, John Bowbly, chama-lhe a lei da continuidade: “Quanto mais estável e previsível é o regime, mais firme tende a ser o afecto da criança; quanto mais instável e imprevisível… mais ansioso.”