Regras para quando a criança dormir fora de casa | Dr. Eduard Estivill

• Saídas de fim-de-semana e férias: Não é preciso que viajem com mais malas do que os reis magos, de modo a levarem o quarto completo do vosso filho atrás. Mas nunca se esqueçam de levar o Xico dele e as suas chuchas (no caso de ainda usar). Se a criança já for mais velha e conseguir compreender uma conversa mais ou menos simples, deve explicar-lhe que a cama onde irá dormir nos dias em que estiverem fora de casa é a exceção e que o normal é dormir como faz todos os dias, no seu quarto.


• Em casa dos avós: Os pais educam os seus filhos, enquanto os avós mimam os seus netos. Mas os mimos, sempre tão recomendáveis e maravilhosos, podem dar cabo do tratamento, por isso não é aconselhável que a criança durma em casa dos vossos pais e sogros nas primeiras noites. Esperem que passem pelo menos dez dias desde que começaram, para que o vosso filho esteja mais “acostumado” a dormir bem. Uma vez passado o período inicial já podem deixar que os avós cuidem do neto sem os atormentar com uma série de instruções, porque, de qualquer maneira, eles vão fazer o que bem entenderem. Assim, bastará que lhes expliquem superficialmente os princípios básicos do tratamento: que os façam compreender que a hora de ir dormir não é negociável e que a criança deve dormir com o seu boneco e as suas chuchas (se as usar).
Não se aborreçam se eles depois improvisarem, porque a criança compreenderá que a estadia com os seus avós é tão excecional como as férias, e que o modelo que deve seguir, que lhe dá segurança, é o que os seus pais lhe ensinaram.
Seria diferente se, por alguma circunstância, o vosso filho tivesse que dormir com os avós diariamente. Nesse caso deveriam seguir o Método à risca, tal como vocês.
Se quem adormece a criança todos os dias é a babysitter, esta também terá de seguir os passos explicados.
• Na creche: Os educadores e auxiliares não fazem distinção entre umas crianças e as outras. Pelo https://www.leyaonline.com/pt/livros/familia/o-metodo-estivill/contrário, os seus horários e rotinas estão muito organizados. Por essa razão, as crianças sentem-se seguras e dormem sestas tranquilas.
Sabem sempre o que farão as suas professoras – todos os dias o mesmo, à mesma hora, no mesmo lugar e com os mesmos elementos externos. De modo que na escola não é preciso explicar nada; devem apenas concentrar-se naquilo que farão em casa, para que a criança sinta a mesma segurança e não tenha problemas para dormir a sesta.

Crianças 8 e 80 | Eduardo Sá

"Ele é capaz do melhor e do pior" (que tem uma variante mais aritmética: "ou é 8 ou 80"") será uma das frases mais comuns de algumas mães, a propósito da relação dos seus filhos com os resultados escolares. E representa, na maior parte das vezes, desempenhos muitos oscilantes, onde tão depressa as crianças têm uma nota em redor dos 20%, no teste de uma dada disciplina, como, logo a seguir, têm (num outro teste) uma de 80%.
 
Noutras circunstâncias, estas crianças "de extremos", "bloqueiam" muitas vezes na primeira pergunta (é claro que isso depende do dia, da disciplina e, como não podia deixar de ser, dessa primeira pergunta de um teste) e, a partir daí, as respostas parecem "engasgar-se", numa espécie de "reacção em cadeia" quase imparável. Noutras, ainda, parece dar-se um "curto-circuito" que, para a maior parte dos pais, fica entre o enigma e o mistério, quando, em vez de uma criança indicar "todos os elementos que não são líquidos", numa dada pergunta, as respostas esclarecem todos aqueles que o são. Como se os enunciados fossem lidos, invariavelmente, "na diagonal" ou numa confusão permanente entre "figura e fundo", que deixa os pais incrédulos, atónitos e - como não podia deixar de ser - em fúria. Mas, para que tudo se torne mais inacreditável, as mesmas crianças que parecem "bloquear", quando nada o faria esperar (ou que, por vezes, "bloqueiam" tão completamente que tão depressa deixam mais de metade do teste "em branco", como chegam a recusar-se a iniciá-lo), mal são chamadas a uma sala ao lado da sua e lhes é pedido que "tentem" responder ao mesmo teste, diante do qual "bloquearam" - mas, agora, numa relação a dois com a sua professora - têm desempenhos, inequivocamente, bons (ou, mesmo, muito bons), podendo repetir-se este "enredo" várias vezes, nos testes seguintes. E - qual golpe de misericórdia - sempre com estas crianças a reagirem a cada teste com um mesmo "idioma", cuja a intenção será sossegar os pais: "correu bem" quererá significar, com "tradução simultânea", que a nota que está para vir andará pelo "satisfaz"; "correu mais ou menos", se Deus não se distrair jogando dados com o Universo, que estará para chegar uma "negativa alta" (como elas gostam de dizer) ou - quem sabe? - um 50%. Quando, finalmente, este "furacão" já vai longe de mais, e os pais ralham, rezingam ou ameaçam, é habitual que estas crianças preparem os pais para alguma taquicardia exagerada, guardando o teste muito fraco para a altura em que haja outro com uma classificação um pouco mais composta (preparando-os com "o clássico": "Tenho duas notícias... Queres que comece pela boa ou pela má?..."). Às vezes, "acontece" que "se esquecem" de dar o teste aos pais, para que eles o assinem. Chegando, no "limite dos limites", a poupá-los a mais um "desgosto", assinando-o por eles... E, tudo isto, com os pais numa "montanha russa" não muito diferente das notas dos filhos, oscilando entre as ameaças mais austeras ("Ou ganhas juízo ou ficas sem PlayStation até às férias", é um "hit" que colhe alguma unanimidade entre as mães) e um apelo, com muito menos "power", em que, de voz quase tremelicante, "encurralam" uma criança numa espécie de SOS do género: "Mas explica, por favor (quando é que a fúria de mãe se adocica até parecer suplicante?...), à mãe o que é se passou?..." é razoavelmente comum.

Bolachas de aveia com frutos secos | Luísa Fortes da Cunha e Raquel Fortes

A receita destas bolachinhas de aveia supersaudáveis foi-nos oferecida pela Fátima Franco e tornou-se num verdadeiro sucesso nas nossas casas. São fáceis e rápidas de fazer e tão saborosas, que desaparecem num ápice. São um dos nossos snacks para o meio da manhã.


 
Tempo de preparação: 35 minutos › Serve: 10-12 bolachas
Ingredientes
1 ovo
1 colher de sopa de mel
1 colher de sopa de óleo de coco (líquido – aquecer no micro-ondas durante 10 segundos ou em banho-maria)
1 colher de sopa de farinha de aveia, fina
2 colheres de sopa de aveia, em flocos finos (torrar numa frigideira durante 1 minuto)
1 colher de sopa de cacau puro, em pó
½ chávena de leite (aveia, amêndoa, etc.)
1 colher de sopa de nozes, picadas
1 colher de sopa de pinhões
6 amêndoas, picadas
1 colher de sopa de arandos, secos
1-2 colheres de sopa de coco, ralado

https://www.leyaonline.com/pt/livros/culinaria-e-gastronomia/criancas-saudaveis-familias-felizes/Pré-aqueça o forno a 180 ºC e coloque uma folha de papel vegetal a forrar o tabuleiro.
Junte todos os ingredientes, de forma a obter uma papa.
Deite colheres de sopa desta massa num tabuleiro, dando-lhes a forma de bolachas redondas. Leve ao forno entre 20 e 30 minutos.

A gravidez não é o céu! - Eduardo Sá

11. Os bebés não são todos lindos de morrer. Às vezes, são vermelhuscos. Às vezes rabugentos e, à primeira vista, pouco dados. E os pais, porque os amam, sentem‑se muitas vezes obrigados a não pôr em dúvida a sua beleza quando, lá no fundo, percebem que “quem feio ama bonito lhe parece”. Mas se for bonito... ajuda.


12. Um bebé cansa que se farta. Aliás, como pode uma mãe  ser bucólica e bondosa dormindo em suaves prestações de duas horas? E como pode ter uma atenção flutuante enquanto está exausta, ao mesmo tempo? E como pode amar o mundo quando o pai do bebé se distrai em relação a ela, e uma https://www.leyaonline.com/pt/livros/familia/querida-mae/das avós, enquanto a repreende, dá banho ao bebé e lhe “põe legendas”, muito melhor? E como pode ser mãe quando, por mais que ela o ame, aquela “prisão domiciliária” nem sempre lhe sabe ao melhor do mundo? E quando, por mais que haja quem fale de “férias de parto”, ela se sente com saudades do trabalho? E por mais que esteja feliz, quando sente uma tristezazinha que lhe arranha o coração, e quase nunca se resolve?
13. Uma gravidez pode não ser, todos os dias, o melhor do mundo. Mas vivê‑la com verdade ajuda a tornar‑nos melhores. Como pessoas e como pais. Para lá de sempre.

Pratique a meditação, mesmo que não seja hippie | Dra. Christine Carter

Seja o que for que estiver a fazer, pergunte a si próprio: “Qual é o meu estado de espírito?”
DALAI LAMA

A vida tornou-se muito desgastante para muitas crianças e para os seus pais superocupados. Esse aumento de stress pode resultar em raiva e ansiedade. Afecta igualmente o rendimento escolar dos estudantes porque lhes perturba o raciocínio e interfere com a sua aprendizagem. Visto que o stress emocional pode prejudicar a nossa capacidade de aprender e de recordar, é sobretudo importante para os pais que descubram uma forma de diminuir o stress na vida dos filhos e os ensinem a lidar melhor com ele.


Neurocientistas do Wisconsin e psicólogos da Carolina do Norte estão a pesquisar provas científicas para encontrar uma maneira inacreditavelmente simples (e barata!) de lutar contra o stress do quotidiano. As crianças, enquanto brincam, compreendem, por experiência própria, algo que os budistas já compreenderam há muito tempo: o “poder do agora”, de viver o momento presente. Igualmente designado de meditação, esse estado, que consiste em estar atento e ter consciência do que acontece no presente, comporta importantes benefícios para o nosso bem-estar, incluindo a nossa capacidade de lidar com o stress.
As pessoas contemplativas tendem a ser mais autoconfiantes, extrovertidas e agradecidas. São menos stressadas, neuróticas, ansiosas e deprimidas, talvez porque, geralmente, vivem menos experiências negativas e emoções desagradáveis. A meditação também se associa a
> Emoções mais intensas, agradáveis e positivas
> Maior autoconhecimento, que constitui uma componente-chave do autocontrolo
> Maior empatia e sintonia com os outros
As crianças que aprendem a estar “totalmente presentes” – que aprendem a praticar a meditação – denotam tendência para um melhor rendimento escolar porque se concentram e lidam mais facilmente com situações de stress. Um estudo demonstrou que as crianças que praticaram respiração consciente (ver Para Pôr em Prática: Ensine Os Seus Filhos a Meditar, p. 195) nas aulas tinham maior capacidade de descontracção e tomavam decisões mais acertadas sempre que confrontadas com conflitos. Estavam mais atentas e, quando se distraíam, tinham maior capacidade de voltar à tarefa que estavam a executar. Também se mostravam menos ansiosas antes de fazerem testes.
A meditação cultiva o equilíbrio emocional. Sempre que as nossas emoções não estão activas – como quando lidamos com o stress fechando-nos –, a vida parece necessitar de significado. Isso pode fazer com que nos sintamos entorpecidos e deprimidos. Porém, quando as nossas emoções estão superactivas, tornando-se https://www.leyaonline.com/pt/livros/desenvolvimento-pessoal/educar-para-a-felicidade/excessivas e dramáticas (isso acontece-me e às minhas filhas quando estamos muito cansadas), a vida parece caótica e sufocante. Praticar a meditação ajuda-nos a encontrar aquele fugaz equilíbrio entre o caos e o tédio, entre o drama e a sua asfixia.
Talvez um dos maiores benefícios da meditação – sobretudo para as crianças que podem errar, levadas pela impulsividade – seja o de ajudar a adquirir a capacidade de pensar antes de agir. Essa simples pausa pode ajudar-nos a ponderar opções que podíamos não ter considerado se agíssemos mais impulsivamente. Permite-nos ser flexíveis, criativos e dar rendimento.

Construa um Hábito de Felicidade | Dra. Christine Carter

1. Decida-se por um hábito que gostaria de iniciar – ou abandonar – com os seus filhos e depois analise as mudanças que precisa de fazer para que tal se concretize. Que mau hábito gostaria de substituir por um hábito de felicidade? O que lhe parece especificamente o sucesso? As crianças acham que esse mau hábito funcionará com elas? Que vantagens encaram para o substituir por um hábito de felicidade?


2. Prepare a mudança.
> Copie uma folha de trabalho para cada membro da família a partir da página seguinte. Escreva o seu objectivo principal no cimo de cada folha.
> Opte pelo dia e a hora em que voltará a consultar a tabela para colocar novos objectivos de passos de tartaruga e anote-os na agenda. Ligue o despertador no telemóvel ou no computador, se o tiver.
> Pense nas mudanças que, como progenitor, terá de fazer para que os seus filhos obtenham êxito.

3. Escolha o primeiro passo de tartaruga. Divida o seu objectivo final num primeiro passo de tartaruga https://www.leyaonline.com/pt/livros/desenvolvimento-pessoal/educar-para-a-felicidade/e depois prossiga o jogo até esse passo se tornar ridiculamente fácil. Escreva-o na folha.

4. Baralhe as cartas do sucesso. Faça perguntas antes de o comportamento se processar. Afaste as distracções e torne públicos os seus objectivos. Pratique o método ERN de encorajar as crianças, fornecendo-lhes empatia, racionalidade e linguagem não controladora.

5. Passe à acção. Certifique-se de que todos marcam um X
nas suas folhas. Não tardará a ver sinais do seu sucesso.

“Erning” e aprendizagem | Dra. Christine Carter

Eis como apoiar a autonomia dos seus filhos – a sua motivação intrínseca – quando lhes pede que façam tarefas aborrecidas (mas necessárias). Tive de fazer uma mnemónica para me lembrar dos três componentes: chamo-lhe ERNing 3, ou seja, motivar as crianças através da empatia, razão e linguagem não controlada. Dantes, motivava-as para ganharem uma recompensa: agora motivo-as para esse ERN.


Sinto-me feliz por escrever que este encorajamento testado pela ciência me sai tão facilmente da boca como “Se fores já lavar os dentes, ponho mais uma estrela no teu gráfico por seres tão rápida”.

“ERNING” E APRENDIZAGEM
1. Mostre empatia antes de terminar o seu pedido. Esse passo constituiu uma mudança de vida – bem, talvez apenas uma mudança de hábitos – para a minha família. Uma noite, queria que Fiona fosse lavar os dentes e já lhe pedira várias vezes que o fizesse. Em seguida, pensei para comigo: “Bom, expressa empatia.” Disse: “Fiona, sei que não te apetece, mas precisas de ir lavar os dentes já.” Ao ver que não obtinha resposta, percebi que não sabia porque é que ela resistia e, assim sendo, não podia mostrar compreensão. Limitei-me a perguntar: “Fiona, porque é que não queres ir lavar os dentes?” Respondeu-me que não queria ir ao andar de baixo sozinha (as luzes estavam apagadas e escurecera) e que queria que a acompanhasse.

Seja Uma Parte da Aldeia | Dra. Christine Carter

Não é preciso muito para se ser uma parte positiva da aldeia das crianças. A relação que mantém com elas é sensível e calorosa? Entusiasta e afectuosa? Reconfortante, produtiva e conciliadora? 


Aqui tem algumas das coisas simples que pode fazer para se envolver de uma forma positiva na vida das crianças:

1. Reserve tempo para falar com elas. Muitas vezes, aquilo de que as crianças mais necessitam é de um bom ouvinte.
2. Ensine-lhes como fazerem algo de que gosta.
3. Encoraje e apoie as suas actividades e interesses. Assista às suas práticas desportivas e brincadeiras, leve-as ao ringue de patinagem quando sabe que elas estão a precisar de dar uma volta, dê-lhes presentes que apoiem os seus hobbies.
4. Supervisione-as quando estão com os amigos ou ajude-as nos trabalhos de casa.
5. Vá às compras com elas. Nunca se sabe quando uma rápida conversa no carro ou na mercearia pode ter um grande impacto.
6. Participe nos cuidados básicos, como dar-lhes de comer ou banho.
7. Descubra os seus interesses comuns e envolva as crianças nessas actividades. Podem ler juntos? Jogar beisebol? Jogar às damas?
8. Disponibilize-se para falar, dar um passeio de carro ou para as ajudar ou ajudar os pais.
9. Gaste tempo a organizar planos com elas. O que desejam fazer no próximo fim-de-semana? O que estão a planear para a festa de aniversário? Em que pode ajudar para concretizar os seus planos?
10. Mostre-lhes afecto e amor. O simples facto de estar presente e dar carinho é valioso.
11. Esteja emocionalmente presente através do seu apoio e encorajamento quando há problemas.

https://www.leyaonline.com/pt/livros/desenvolvimento-pessoal/educar-para-a-felicidade/Nenhuma destas formas através das quais os outros-pais podem envolver-se de uma forma positiva depende de viverem juntos, mas todas ajudarão a construir a aldeia dos seus filhos. Quando aprofundamos as nossas relações com os outros, todos beneficiamos. É tão bom para uma tia estabelecer uma relação com uma criança como para a própria criança; os tios e os avós beneficiam tanto da necessidade que as crianças têm deles como elas beneficiam da sua ajuda. Se eu tiver de escolher uma, qual será a chave para a felicidade? Um enorme grupo de amigos, família e vizinhos afectuosos.

Wrap de requeijão e salmão | Luísa Fortes da Cunha e Raquel Fortes

Wraps

Um wrap não é mais do que uma folha de massa tipo crepe que é enrolada e recheada com o que mais nos agradar. Trata-se de uma opção simples, à qual não faltam as proteínas, as vitaminas, as fibras e os minerais. Uma ótima solução para um almoço ou brunch. Pode ser recheado com iogurte, queijo, pedaços de fruta e frutos secos. 

Tempo de preparação: 15 mi nutos › Serve: 1 wrap por pessoa



Ingredientes
1 folha de wrap
½ posta de salmão, grelhada, em pedaços ½ requeijão
https://www.leyaonline.com/pt/livros/culinaria-e-gastronomia/criancas-saudaveis-familias-felizes/Pinhões e nozes a gosto 

Barre a folha de wrap (há várias marcas no supermercado) com o requeijão. Depois, coloque o salmão e enrole. Corte ao meio e está pronto. Acompanhe com pinhões e nozes, uma salada ou com iogurte e manjericão

Panquecas de aveia e canela | Luísa Fortes da Cunha e Raquel Fortes

Tempo de preparação: 15 minutos › Serve: 10-12 panquecas



Ingredientes
chávena de flocos de aveia
12-14 amoras
½ manga, cortada em fatias
1 iogurte natural
1 chávena de farinha de espelta
1 chávena de leite de aveia
1 colher de café de óleo de coco
1 colher de sobremesa de fermento, em pó 1 ovo
1 colher de sopa de mel
1 colher de sopa de canela
https://www.leyaonline.com/pt/livros/culinaria-e-gastronomia/criancas-saudaveis-familias-felizes/
Misture a aveia, a farinha de espelta, o leite de aveia, o fermento, o ovo, o mel e a canela num processador de alimentos, até obter um creme homogéneo. Numa frigideira antiaderente, coloque o óleo de coco. Depois, deite o correspondente a ¼ de chávena do preparado para cada panqueca. Vire a panqueca quando começarem a aparecer bolhas de ar.
Acompanhe as panquecas com iogurte natural, manga cortada em fatias e amoras. Pode deitar um fiozinho de mel.



Não reaja ao mau comportamento; impeça-o | Dra. Christine Carter

Esta é outra sugestão óbvia resultante da pesquisa: um pequeno esforço pode dar frutos durante muito tempo. Num estudo, as mães que incitaram os filhos em idade pré-escolar a “ajudar” nas compras ou dando-lhes alguma coisa para fazer (além de se portarem mal no supermercado) acabaram por ter filhos, adivinhem, que se portavam melhor. Não surpreende que esperar que as crianças se portem mal e depois corrigi-las tenha resultado em miúdos que se comportavam cada vez pior. Esse princípio revela-se verdadeiro ao longo das situações e das várias idades. Mesmo como adultos, quando nos vemos em situações que nos incitam a cair em tentações que não nos beneficiam – exagerar na comida, por exemplo –, saímo-nos melhor quando participamos em algo construtivo do que esperando que o estímulo da tentação nos segrede que saltemos para o abismo. Impedir o mau comportamento nas crianças ou em nós próprios exige autodisciplina, mas, à semelhança de fortificar um músculo, também nos ajuda a construí-la.

Uma maneira menos óbvia de evitar um comportamento indesejável reside em centrar a atenção nos possíveis resultados positivos em vez de impedir o desastre. A pesquisa demonstra que os pais que tentam impedir o mau comportamento relatando possíveis consequências desastrosas (“Jack! Sai já daí! Vais cair e partir o pescoço!” ou “Se não acabares o trabalho de casa, o teste não te correrá bem!”) tendem a ter filhos que são igualmente orientados pela prevenção no seu autocontrolo. Os pais https://www.leyaonline.com/pt/livros/desenvolvimento-pessoal/educar-para-a-felicidade/que têm por hábito centrar-se em resultados positivos, como cumprir objectivos e realizar aspirações (“Jack, anda cá. Daqui podes subir mais alto!” ou “Acaba o teu trabalho de casa para te saíres bem no teste!”), tendem a ter filhos com uma força de vontade focada na promoção; regulam o seu comportamento mais para atingir os seus objectivos do que para impedir que qualquer coisa de mal aconteça. Para tal, acentue que os seus filhos podem fazer com que se dêem coisas boas em vez de estar sempre a tentar evitar que aconteçam coisas más.

Salada de polvo com grão | Luísa Fortes da Cunha e Raquel Fortes

Tempo de preparação: 60 minutos › Serve: 4-6 pessoas


Ingredientes
1 lata de 800 g de grão-de-bico, cozido
1 kg de polvo
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
Coentros ou salsa q.b.
Sal e pimenta qb
Azeite e vinagre balsâmico (para temperar)
Hortelã a gosto

Leve o polvo a cozer na panela de pressão durante 1 hora apenas com água, cascas de cebola, 2 https://www.leyaonline.com/pt/livros/culinaria-e-gastronomia/criancas-saudaveis-familias-felizes/dentes de alho e 1 folha de louro.
Deite o grão cozido numa taça, pique uma cebola e misture.
Junte o polvo cortado em pedaços e acrescente os coentros ou a salsa picados.
Tempere com sal, pimenta, azeite e vinagre balsâmico a gosto. Pode enfeitar com algumas folhas de hortelã.
Está pronta a servir.

Ser compreensivos e coerentes | Dra. Christine Carter

Saber aquilo de que os nossos filhos necessitam é uma coisa; satisfazer essa necessidade é outra. Quando os nossos filhos são bebés, satisfazer as suas necessidades é geralmente bastante simples (embora cansativo). Mudamos-lhes as fraldas, damos-lhes comida, ajudamo-los a adormecer. Mas, à medida que eles vão crescendo, as suas necessidades tornam-se mais complexas. Não cometa erros: ser compreensivo não significa dar-lhes tudo o que querem. 



https://www.leyaonline.com/pt/livros/desenvolvimento-pessoal/educar-para-a-felicidade/Por vezes, quando os nossos filhos querem deitar-se mais tarde, o que precisam é de uma rotina mais regular ou uma disciplina mais firme. A responsabilidade parental inclui uma maior sociabilidade, autodisciplina, comportamentos positivos em relação aos outros e auto-estima. A coerência também é importante: o guru do afecto, John Bowbly, chama-lhe a lei da continuidade: “Quanto mais estável e previsível é o regime, mais firme tende a ser o afecto da criança; quanto mais instável e imprevisível… mais ansioso.”

Tahini (pasta de sésamo) | Luísa Fortes da Cunha e Raquel Fortes

Tempo de preparação: 20 minutos
› Serve: 4 pessoas

Ingredientes
1 chávena de sementes de sésamo

https://www.leyaonline.com/pt/livros/culinaria-e-gastronomia/criancas-saudaveis-familias-felizes/Leve as sementes a tostar numa frigideira ou no forno, até ficarem douradas.
Depois, coloque-as num processador de alimentos e triture, durante cerca de 15 minutos, até obter uma pasta. Vá parando de vez em quando, para retirar as sementes das paredes do processador.
Dicas: Pode juntar um pouco de água ou de azeite, se preferir que fique menos espesso, bem como um pouco de sumo de limão e de sal, caso pretenda um creme para salgados, ou juntar um pouco de mel, para consumir ao lanche e colocar nas sanduíches dos miúdos.

“Guia” para sobreviver aos exames | Eduardo Sá

Vêm aí os exames! Multiplicam-se as horas de estudo. Multiplicam-se as aulas de preparação para eles. Multiplicam-se as explicações. Multiplicam-se os comentários - dos pais, dos professores e dos órgãos de comunicação social - sobre a ansiedade dos alunos diante dos exames. E multiplicam-se os consumos de ansiolíticos e de antidepressivos. É claro que os exames são uma prova séria, que não se deve ignorar. Mas será razoável que se lhe dê a importância que eles não merecem?


Em primeiro lugar, é importante que haja provas de aferição - com classificações e sem elas - consoante os anos de escolaridade a que se destinam, que tragam argumentos robustos em relação à qualidade do ensino e aos conhecimentos dos diversos estudantes. Acresce, todavia, que quando se trata das avaliações acerca de algumas disciplinas do ensino secundário (matemática ou físico-química, por exemplo), estes momentos de avaliação serão mais fidedignos para os conhecimentos dos estudantes, tal a percentagem inacreditável dos que são acompanhados em explicações regulares nessas áreas de conhecimento, desde há muito tempo.

Em segundo lugar, os exames de hoje não têm, felizmente, a ver com o valor que tinham no “antigo regime”. Ou seja, atribuir-lhes uma percentagem sensata em relação à classificação final a uma determinada disciplina não faz deles uma espécie de “golo de ouro” com que, no “final do tempo regulamentar” (e de forma injusta e discriminatória), se rouba a democracia das oportunidades que a escola mais devia acarinhar. Aliás, se a discussão provas de aferição/exames nacionais, que preencheu muitas páginas de jornal durante algum tempo, já de si introduziu uma clivagem esquerda/direita infelicíssima (para os dois lados), associar os exames (nomeadamente, os do ensino secundário) a uma presumível discriminação social quando ela, desde os berçários ou do jardim de infância, não cessa de aumentar (sem que se vislumbrem protestos inequívocos ou medidas claras para que seja revertida), correrá o risco de evitar a pergunta: “os exames são úteis?” E, no caso de o serem, “para que é que servem?…”

Granola no forno | Luísa Fortes da Cunha e Raquel Fortes


 Tempo de preparação: 30 minutos
› Serve: 10-12 pessoas

Ingredientes
400 g de flocos de aveia (finos ou grossos, conforme o gosto)
½ chávena de nozes, picadas
½ chávena de amêndoas, cortadas em tiras
½ chávena de pistácios
3 colheres de sopa de sementes de linhaça, trituradas
3 colheres de sopa de sementes de girassol
3 colheres de sopa de sementes de abóbora
3 colheres de sopa de sementes de sésamo
½ chávena de arandos secos
10 ameixas secas, em pedaços
10 alperces secos, em pedaços
1 colher de chá de canela, em pó
3 colheres de sopa de mel
1 colher de sopa de manteiga de amendoim ou sumo de 1 laranja

Comece por pré-aquecer o forno a 180 ºC.
Numa taça, coloque todos os ingredientes secos (exceto as ameixas, os arandos e os alperces). Misture bem e reserve.
Numa chávena, junte o mel e o sumo de laranja ou a manteiga de amendoim, conforme preferir, e adicione aos ingredientes na taça. Envolva muito bem.
https://www.leyaonline.com/pt/livros/culinaria-e-gastronomia/criancas-saudaveis-familias-felizes/Espalhe bem esta mistura num tabuleiro coberto com papel vegetal, de forma a que não fique sobreposta.
Leve ao forno durante 30 minutos, mas vá mexendo a cada 10 minutos, para ficar tostada de forma homogénea.
Quando estiver pronta, retire do forno e junte as ameixas, os arandos e os alperces. Polvilhe com canela a gosto.
Deixe arrefecer completamente. Assim que estiver fria, coloque a granola num frasco de vidro. Crianças Saudáveis, Famílias Felizes

Servir de Modelo | Dra. Christine Carter

É maior a probabilidade de os pais pessimistas terem filhos pessimistas. Mais do que servirem de modelo à forma optimista ou pessimista como interpretamos os acontecimentos nas nossas vidas, os pais exemplificam a forma como interpretamos os acontecimentos nas suas vidas. Por outras palavras, as crianças são mais sensíveis ao feedback que obtêm dos pais do que às explicações que eles dão sobre os acontecimentos das suas vidas. Isso significa que, quando criticamos os nossos filhos, os tornamos mais vulneráveis ao pessimismo.


Eis um exemplo que os pais não devem seguir. Um dia destes, Fiona recebeu um robot que um familiar lhe enviou como presente de aniversário. Destinava-se a crianças com o dobro da sua idade e, como tal, fiquei pessimista quanto à sua capacidade para o montar. “Não és capaz de o fazer”, avisei-a. “E eu não tenho tempo para te ajudar.” Desiludida, folheou as mais de cinquenta páginas de instruções do manual, mas depois interessou-se por outra coisa. Inconscientemente, eu ensinara-a a https://www.leyaonline.com/pt/livros/desenvolvimento-pessoal/educar-para-a-felicidade/questionar a sua capacidade sem primeiro a testar. Nessa mesma tarde, a sua madrinha Jane apareceu e viu a caixa com as peças do robot em cima da mesa. Fiona explicou-lhe que queria construir o robot mas que era demasiado difícil para ela. “A sério?”, inquiriu Jane, num tom optimista. “Vamos tentar e ver se é assim tão difícil.” Uma hora mais tarde, as duas tinham posto o robot a funcionar. Fiona estava doida de alegria com a sua tarefa, que acabara por executar praticamente sem ajuda. “Tinhas razão, mamã”, disse-me, orgulhosa. “Foi difícil, mas acontece que sou boa a construir robots.”
Educar para a felicidade | Dra. Christine Carter, Lua de Papel, o blogue de papel

Muffins de ovo, frango e queijo | Luísa Fortes da Cunha e Raquel Fortes

Tempo de preparação: 30 minutos 

› Serve: 10-12 muffins

Ingredientes
½ chávena de flocos de aveia, triturados
1 colher de chá de fermento, em pó
6 ovos
4 fatias de queijo, cortadas em pedacinhos
100 g de frango/peru que tenha sobrado (por exemplo, frango assado)
Folhas de manjericão a gosto
6 tomates-cereja, cortados em pedaços
2 colheres de sopa de sementes de girassol

https://www.leyaonline.com/pt/livros/culinaria-e-gastronomia/criancas-saudaveis-familias-felizes/Bata os ovos, junte os outros ingredientes e coloque em formas de muffins.
Leve ao forno durante 25 minutos a 180 ºC.
Decore com sementes de girassol.
Dicas: Use sempre ervas frescas para um sabor mais natural.
Pode também fazer muffins de atum com cogumelos e coentros, ou de brócolos com grão.

Barras de cereais multifrutos | Luísa Fortes da Cunha e Raquel Fortes

As barras de cereais com frutos secos são uma excelente opção para um snack a meio da manhã uma vez que nos mantêm saciados durante mais tempo e com menos fome ao almoço. Também são uma boa solução para o lanche.
Depois de provar estas barras de cereais feitas em casa, nunca mais vai querer comer as que se vendem nos supermercados, que estão carregadas de açúcar e outros ingredientes pouco saudáveis.


BARRAS DE CEREAIS MULTIFRUTOS
Tempo de preparação: 35 minutos › Serve: 10-12 barras

Ingredientes 
½ chávena de chá de ameixas, secas
5 colheres de sopa de mel
1 ½ chávenas de chá de farelo de aveia
½ chávena de chá de um mix de sementes de girassol, abóbora, sésamo, coco e chia
½ chávena de chá de arandos, secos
½ chávena de amêndoas

Pré-aqueça o forno a 160º C.
Triture as ameixas, até obter uma pasta, e junte o mel.
Numa taça, misture todos os outros ingredientes e junte as amêndoas, que entretanto foram picadas. Adicione esta mistura de frutos secos à pasta de ameixas com mel e misture muito bem.
https://www.leyaonline.com/pt/livros/culinaria-e-gastronomia/criancas-saudaveis-familias-felizes/Forre um pirex ou uma forma de bolo com papel vegetal e deite a mistura acabada de preparar.
Prense a mistura com as costas de uma colher, até ficar lisa e uniforme.
Vai ao forno durante 25 minutos.
Retire do forno e deixe arrefecer. Depois, retire da forma, coloque no frigorífico durante 15 minutos e só após esse tempo é que deve cortar em barrinhas.
São deliciosas, saudáveis e não nos deixam com fome.

Ponha uma música alegre e dance | Dra. Christine Carter

Uma outra ideia a arquivar sob a designação de ciência do óbvio é o facto agora provado de que alguns géneros de música provocam esta-dos de humor positivos. Descobri que, quando preciso de descontracção após uma tarde difícil com as minhas filhas, apenas necessito de pôr uma música que as faça felizes. (O truque reside em descobrir uma música que as torne felizes e não me aborreça. Pôr a tocar repetidamente as canções do High School Musical entusiasma-as, mas dá-me vontade de me atirar do alto de um penhasco.) Quando tinha 20 anos, eu e os meus amigos ouvíamos algumas músicas, sempre as mesmas, ao som das quais dançávamos no regresso do trabalho. Toda essa dança e cantoria nos deixava mais felizes, mesmo depois de um dia difícil nos nossos empregos como informáticos. Hoje em dia, os neurocientistas provaram que, ao passo que as actividades mentalmente mais desgastantes, como pensar e criar, provocam indícios fisiológicos de stress, a música reduz esses indícios (como os níveis de cortisol na nossa saliva).



https://www.leyaonline.com/pt/livros/desenvolvimento-pessoal/educar-para-a-felicidade/O outro efeito da festa de dança, como lhe chamamos aqui em casa, provém de fazer exercício. A actividade física é ainda melhor a gerar boa disposição do que a música alegre e é crucial para a forma como pensamos e nos sentimos. O exercício prepara as nossas mentes para aprender, melhora o nosso humor e concentração e reduz o stress e a ansiedade. Basta juntar as duas coisas – música e exercício –  e ficamos com uma receita para fazer as crianças felizes.
Educar para a felicidade | Dra. Christine Carter, Lua de Papel, o blogue de papel