Quando Harry Truman disse “The buck stops here”*, estava seguramente a pensar numa mulher. A nossa propensão para assumirmos responsabilidade não só pelo nosso trabalho, mas também pelo dos outros é outra constante dos comportamentos pelos quais nos deixamos vencer. Sem dúvida que, perante o seu patrão, a leitora é responsável por garantir a entrega de um produto ou a prestação de um serviço de alta qualidade, mas essa responsabilidade não é exclusivamente sua.
As mulheres têm o péssimo hábito de dizer: “Se não for eu a fazer, mais ninguém o fará” – e o único efeito é ficarem com a certeza de que o farão, durante vá -se lá saber quanto tempo. Outro dos problemas decorrentes do facto de as mulheres açambarcarem responsabilidades é o de os homens – que não são nenhuns parvos – irem construindo as suas carreiras enquanto elas asseguram o trabalho de rotina.

As promoções recompensam quem apresenta o trabalho feito, e não necessariamente quem o faz. Em tempos, tive um chefe que me dizia que havia dois tipos de pessoas no mundo: os que fazem carreira e os que trabalham. Enquanto estes se mantêm colados à cadeira, os outros dedicam -se a gerir as suas carreiras. Em boa verdade, se o objectivo da leitora é singrar, precisará de um pouco de ambos.
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