Na verdade, este erro é um prolongamento do anterior: dizer a verdade revelando mais do que o adequado. A mulher que partilhou comigo este seu pensamento era gestora e reparara que o sector feminino do seu departamento era muito mais propenso do que o masculino a desvendar situações de natureza pessoal que, mais tarde, poderiam revelar-se contraproducentes. E deu-me o exemplo de uma mulher que estava a ter problemas de desempenho no trabalho.
Numa reunião que teve a sós com a colaboradora em causa, esta desatou a chorar convulsivamente e contou-lhe uma longa e comovente história: a mãe estava às portas da morte e, como as irmãs se recusavam a assumir qualquer tipo de responsabilidade, era sobre ela que recaía o fardo da tomada de decisões relacionadas com os cuidados de saúde; como se não bastasse, o marido ficara desempregado… Importante?

Sem dúvida, mas era mais do que a chefe precisava de saber, dando-lhe a impressão de que ela lidava mal com situações de stress. Sempre que surgia um projecto que a chefe antevia ser desgastante, não se arriscava a entregar-lho. A partilha de informações de carácter pessoal não é, por si, um erro; a partilha de muitas é que poderá virar-se contra si.





