A meditação de atenção plena cria uma noção de segurança, de espaço, ao abrigo da qual podemos começar a explorar cuidadosamente as sensações puras da dor e, como tal, é o veículo mediante o qual podemos começar a aceitar estas mensagens. E, ao fazê‑lo, é frequente descobrirmos que a dor cresce e mingua de uma forma bastante drástica. Pode haver longos momentos de normalidade, seguidos por centelhas ou pontadas de dor. Também é comum surgirem sensações diferentes. Algumas são quentes. Outras frias. Algumas dão‑nos uma impressão de “tensão”, outras latejam, enquanto outras são agudas, ou como punhaladas. Nem todas são completamente desagradáveis. As sensações diferentes costumam subir e descer como as ondas do mar. Mudam constantemente de caráter e intensidade.
Explorando cada uma destas sensações diferentes, momento a momento, chegamos ao ponto em que aceitamos que são como nuvens negras no céu: podemos observar as sensações a formarem‑se, a passarem à deriva e a desaparecerem de novo.






