Olhe à sua volta. O trabalho, tal como o conhecíamos, está a morrer. E
um novo mundo está a ser construído, de uma forma silenciosa, mas que
ganha novos contornos de dia para dia. O mundo renasce diariamente, não
quer parar e não quer ser igual. No mundo do trabalho, passámos por
muitos momentos diferentes: desde a era agrícola, à industrialização,
até chegarmos à era digital. Para trás ficaram crises, crescimentos,
guerras, invenções. Mas, curiosamente, nos últimos 20 anos, na maior
parte dos sectores, os modelos de negócio mantiveram-se estáveis,
fechados, estanques e agora um novo paradigma começa a surgir.
Se durante muito tempo a segurança, o conforto e o status estavam do lado daqueles que nunca saíam do lugar e iam progredindo com o passar do tempo, neste momento tudo mudou. Podemos ver esses sinais nos símbolos de status que mudaram: hoje admira-se mais alguém que vá de bicicleta para o trabalho do que de Mercedes-Benz, admira-se mais quem tem tempo para sair cedo e estar com os amigos e família, do que quem chega a casa exausto mas com dinheiro para pagar o prolongamento na escola e comprar o jantar feito. São acima de tudo sinais de liberdade de pensamento que se reflectem numa forma de estar desprendida de coisas e ligada a ideias.






