ROZ: Certo ano, fui sozinha numa viagem de esqui de três dias, tendo como plano concentrar‑me inteiramente em melhorar a minha maneira de esquiar. À primeira descida da montanha, tropecei e caí num bocado de gelo. Daí em diante, tornei‑me cuidadosa, ficando tensa, devido à resistência, sempre que via gelo, e infelizmente havia bastante. Estava prestes a abandonar o projeto e regressar noutra altura, em que se pudesse fazer esqui a sério, quando subitamente me ocorreu que tinha estado a partir do princípio de que o esqui a sério é o esqui na neve. Ri‑me com aquilo a que Ben muitas vezes chama um “riso cósmico”, o riso que deriva da surpresa e do encanto de vermos o óbvio. Se eu queria ser uma esquiadora da Nova Inglaterra, era melhor que incluísse o gelo na minha definição de esqui! Redesenhei a caixa na minha mente, de modo que passei a compreender que esquiar é esquiar na neve e no gelo. Ao começar a descida seguinte, o meu eu físico coordenou‑se facilmente com a minha nova forma de pensar.
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OS ERROS PODEM ser como o gelo. Se lhes resistirmos, podemos escorregar repetidamente e ficar numa posição de derrota. Se incluirmos os erros na nossa definição de performance, é provável que deslizemos para lá deles e apreciemos a beleza de uma viagem mais longa.