Li pela primeira vez a Alegoria da Caverna no 11.o ano, na disciplina de Filosofia. Adorava a professora e o entusiasmo com que dava as aulas. Movimentava-se pela sala de aula, esbracejando efusivamente enquanto mudava o tom de voz à medida que tocava em diferentes temas da matéria. Um espetáculo digno de se assistir. No entanto, acho que só mais tarde compreendi o significado da Alegoria da Caverna. Quando comecei a estudar coaching e a desenvolver a minha metodologia de trabalho, percebi como a alegoria era importante. O que ela ilustra é a nossa dificuldade em alterar as nossas crenças sobre a realidade.
Vivemos anos a fio, às vezes a vida inteira, reféns de uma realidade que não questionamos – e nem sequer colocamos a hipótese de a mudar. E, se por acaso decidimos mudar, tudo à nossa volta funciona de maneira a criar uma pressão gigante para que voltemos às nossas formas antigas de ver as coisas. Esse é um dos motivos pelos quais se torna tão complexo e difícil fazer mudanças profundas na nossa vida. Mais ainda, quando para além das cavernas que nos rodeiam, criamos cavernas dentro de nós, limitando-nos a nós mesmos.
É por isso que admiro tanto a sua determinação ao ler este livro. Revela a sua vontade de romper com as paredes que o cercam e que o impedem de viver a vida que tem o potencial para criar. A decisão de ler este livro e de o pôr em prática, como outras decisões do género, irão levá-lo ao lugar onde quer estar um dia.
Descobrir o seu Propósito é uma dessas decisões e é tão importante como escolher o Veículo certo para o concretizar.
É por isso que admiro tanto a sua determinação ao ler este livro. Revela a sua vontade de romper com as paredes que o cercam e que o impedem de viver a vida que tem o potencial para criar. A decisão de ler este livro e de o pôr em prática, como outras decisões do género, irão levá-lo ao lugar onde quer estar um dia.
Descobrir o seu Propósito é uma dessas decisões e é tão importante como escolher o Veículo certo para o concretizar.
O Veículo é o “O quê”, é a “profissão”, enquanto o Propósito é o motivo pelo qual essa profissão o inspira. Aqui reside o primeiro erro na forma como a maioria das pessoas procura uma ocupação
profissional ou como os nossos jovens recebem orientação profissional. O que a maioria de nós foi ensinada a fazer foi a tentar perceber que profissões/ veículos gostaria de ter. No entanto, antes disso, deveríamos abrir as nossas mentes e questionarmo-nos acerca do impacto que queremos ter na nossa vida, na vida de outras pessoas e no mundo.
Tal como o homem que fugiu da caverna na Alegoria de Platão, para fazermos este percurso precisamos de nos libertar de algumas formas antigas de fazer as coisas. E desenvolver novas maneiras de ver e explorar a realidade.
profissional ou como os nossos jovens recebem orientação profissional. O que a maioria de nós foi ensinada a fazer foi a tentar perceber que profissões/ veículos gostaria de ter. No entanto, antes disso, deveríamos abrir as nossas mentes e questionarmo-nos acerca do impacto que queremos ter na nossa vida, na vida de outras pessoas e no mundo.Tal como o homem que fugiu da caverna na Alegoria de Platão, para fazermos este percurso precisamos de nos libertar de algumas formas antigas de fazer as coisas. E desenvolver novas maneiras de ver e explorar a realidade.





