Ainda podemos sonhar, e os nossos sonhos ainda estão ao nosso alcance, mas à medida que avançamos pela vida temos de fazer um esforço consciente para ultrapassar os nossos próprios julgamentos, afastar os medos derivados de experiências passadas e participar na nossa própria ferocidade. Seja ela como for, para cada um de nós. Temos de nos concentrar no positivo e não na lista de coisas negativas que colecionámos ao longo do tempo, e de manter esse objetivo, aconteça o que acontecer. E uma das melhores maneiras de o fazer é restabelecer a ligação com a nossa criança interior. Sei que isto pode parecer inaceitavelmente piroso, mas dê‑me o benefício da dúvida.
Embora, muito provavelmente, as coisas que a entusiasmam hoje não sejam as mesmas que a entusiasmavam quando era nova, ainda pode aprender muito com a forma como encarava a vida nesse tempo. Portanto, olhe para trás: houve alguma altura em que se sentiu plenamente realizada?
Em que criava e fazia coisas só porque era divertido, sem se preocupar com o desfecho? Em que mal podia esperar pelo novo dia para ir fazer o que fazia? Podem ser várias coisas: de quando era uma criança que corria pela casa com um penso higiénico colado ao olho a fingir ser um pirata, ou de quando estava no último ano do liceu e foi eleita Palhaço da Turma por conseguir enganar constantemente as secretárias e entrar no gabinete da administração para fazer anúncios falsos pelo sistema de som da escola, ou daquele verão em que aprendeu a tocar guitarra sem olhar para as mãos. Onde é que estava quando a vida a entusiasmava mais (e, se ´nunca se sentiu assim, não desista já...), e o que pode aprender com essa experiência?
Em que criava e fazia coisas só porque era divertido, sem se preocupar com o desfecho? Em que mal podia esperar pelo novo dia para ir fazer o que fazia? Podem ser várias coisas: de quando era uma criança que corria pela casa com um penso higiénico colado ao olho a fingir ser um pirata, ou de quando estava no último ano do liceu e foi eleita Palhaço da Turma por conseguir enganar constantemente as secretárias e entrar no gabinete da administração para fazer anúncios falsos pelo sistema de som da escola, ou daquele verão em que aprendeu a tocar guitarra sem olhar para as mãos. Onde é que estava quando a vida a entusiasmava mais (e, se ´nunca se sentiu assim, não desista já...), e o que pode aprender com essa experiência?




