Graças ao trabalho árduo de pessoas muito inteligentes, sabemos hoje que o tempo é uma ilusão. Embora a maior parte das pessoas não faça a mínima ideia do que isso quer dizer, há outro ângulo muito mais fácil de compreender: a falta de tempo é uma ilusão. Por exemplo: Não tenho tempo para procurar um lugar de estacionamento como deve ser, por isso vou estacionar nesta zona de cargas e descargas. Oh, vejam bem, passei três horas que me fazem TANTA falta a ir buscar o carro que foi rebocado, mais duas porque me perdi no caminho para casa, e quarenta e cinco minutos a queixar‑me de tudo isto ao meu marido.
Não tenho tempo para limpar o escritório. Oh, vejam bem, passei meia hora que me faz tanta falta à procura do telemóvel, que estava sepultado debaixo de um monte de porcarias. Oh, e vejam só, o telemóvel está sem bateria, o que significa que tenho de perder ainda mais tempo, que me faz falta, à
procura do carregador, que pode estar debaixo deste monte de livros, por favor, espero que esteja...
procura do carregador, que pode estar debaixo deste monte de livros, por favor, espero que esteja...
Quando temos de fazer algo, subitamente o tempo aparece. O que significa que sempre esteve lá, simplesmente optámos por nos limitar a nós próprios ao acreditar que ele não existia. Já reparou que, quando tem seis meses para fazer uma coisa demora seis meses a fazê‑la, mas se só tiver uma semana a faz numa semana? Assim que perceber que o tempo, tal como o resto da realidade, está só na sua mente, conseguirá pô‑lo a trabalhar para si em vez de ser escrava dele.





